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Nov. 16th, 2009 | 12:24 am
music: Girl Talk - Still Here | Powered by Last.fm




Baz Bamigboye, do site do jornal inglês “Daily Mail”, foi o primeiro a interrogar Von Trier. Agressivo, ele se levanta e questiona o cineasta: “O senhor pode, por favor, explicar e justificar por que fez esse filme? E, por favor, dê uma resposta com mais de uma palavra.”
Ofendido com a agressividade do jornalista, mas trêmulo, Von Trier responde: “Não tenho que me justificar”. Bamigboye o interrompe e grita: “Tem, sim!” Von Trier: “Tenho?” Bamigboye: “Tem, sim! Aqui é o Festival de Cannes, o senhor trouxe o seu filme aqui e o senhor tem que justificar por que o fez”.
Von Trier esboça uma reação e diz: “Não posso me justificar. Faço filmes... É uma pergunta muito estranha”. Alguém fala algo, difícil de ouvir, provocando o cineasta, que então sai da defensiva e assume a postura polêmica, pela qual é conhecido.
“Trabalho para mim mesmo. Não devo satisfação a ninguém. Não tive escolha (ao fazer o filme). Foi a mão de Deus, eu temo. E eu sou o maior diretor de cinema do mundo. Não sei se Deus é o melhor Deus do mundo”, completou.

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Nov. 11th, 2009 | 11:48 pm
music: Miranda! - Iman | Powered by Last.fm

 Não sei qual foi a configuração astral na qual fui concebido, mas, francamente, vai tomar no cu. São cinco anos agora. Cinco anos de manifestações afetivo-sexuais, desde que eu beijei a primeira pessoa até esse momento. Cinco anos de relacionamentos de microondas, de fodinhas marcadas, de primeiros encontros fascinantes, de segundas semanas geladas, de ligações caindo na caixa postal, uma após a outra, sem ser atendido nem ter a ligação retornada. Parece que nado contra a corrente. As pessoas calmamente se deliciam na via expressa da putaria generalizada, do amor fast-food, das palavras contidas, do sexo sem conversa. E eu ali, aflito, sem saber como lidar com essas coisas, sempre entrando de cabeça nos relacionamentos – geralmente sem medir a profundidade da piscina e batendo a cabeça no fundo. Como lidar com tudo isso? Como conhecer a pessoa, fodê-la, pegar um ônibus de volta e marcar mais um ponto no grande score do jogo do sexo casual? Como conseguir não se envolver, apaixonar-se, tentar entender? Há realmente uma pré-disposição geral para bloquear toda a humanidade na pessoa e vê-la somente como boneca inflável? Espero, espero muito, que eu não seja vítima do revanchismo. Que eu não faça, na primeira oportunidade, aquilo que me fazem com freqüência. Que não passe adiante essa visão totemizada do sexo, o culto ao falo, a desvalorização da pessoa enquanto indivíduo. E quando digo isso, por favor, não entenda como uma idealização do relacionamento, uma volta ao romantismo. As minhas expectativas são bem reais, e eu as encontro de vez em quando, inusitadamente, prova de que eu não estou variando aqui. Não sei qual foi a configuração astral na qual fui concebido, mas, francamente, vai tomar no cu. Que me desse a safadeza, mas não acompanhada de consciência. Ou o contrário. Em ambos os casos, foda-se a astrologia.

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No ves que me muero?

Nov. 11th, 2009 | 11:40 pm
music: Antony and the Johnsons - Hope There's Someone | Powered by Last.fm

Como puedo yo parar? Esto parece no tener final!
Estoy unido, atado con un hilo, estoy pegado a vos como por un imán.

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we are golden

Nov. 11th, 2009 | 01:48 pm
music: Mika - We Are Golden | Powered by Last.fm

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Oct. 10th, 2009 | 01:34 am

F-U-G-A-Z

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Sep. 7th, 2009 | 01:28 pm

"Eu esperei! Adormeci esperando, e enquanto meus sonhos desenvolviam-se entre a bagunça dos meus desejos subconscientes: eu esperava.
Acordei as nove horas e chorei de medo, de ausência, de incompletude, de saudade ainda não sanada. A angustia maledeta já antecipava o longo dia que me aguardava.
Passei a manha envolto pelo forte aroma de café que vinha da cozinha e pela fumaça dos cigarros qu'eu fumava mecanicamente enquanto lia Clarice, e esperava. Quando dei por mim a tarde já estava alta, trocara  seu azul profundo por um cinza claro intediante; do meu quarto ouvia a vida lá fora: minha tia vivendo com seus convidados enquanto eu, esperava cheio de esperanças por partidas de xadrez e olhares adocicados.
Quando o relogio marcou 16:00 eu soube - provavelmente sempre soubera, claro - que nada do que esperava aconteceria, que seria mais uma espera vã, mais uma longa espera vã, apenas.
E você acredita que continuei esperando?

Começou a escurecer.

Obrigado"

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ago

Sep. 3rd, 2009 | 01:36 pm

Foi no corredor com iluminação de seriado médico americado onde reparei pela primeira vez naqueles olhos sedentos.
Ele vestia uma dessas camisetas da Disney estampada com um belo e contente Mickey, e ostentava no rosto um sorriso suave o suficiente para ser invejado por todos que estavam lá. Poderia ter sido apenas mais um garoto bonitinho naquele corredor longo, vazio e ilumidado.



E eu? Eu era o garoto magro demais para minha altura que carregava, além dos livros, o peso de uma vida monótona, opaca, desinteressante.

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11:25

Sep. 2nd, 2009 | 11:20 am

Preciso escrever. Preciso começar a escrever agora para não me entregar ao que nunca foi; ao que é mistificado insensantemente por um eu, em mim incontrolável. Preciso desligar-me através da escrita para não confundir o que  houve, o que nunca haverá, e o que persiste em continuar: inside me.

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- agosto, quase setembro

Aug. 31st, 2009 | 09:56 am

All these fine memories are fucking me down.

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Azure Ray

Aug. 26th, 2009 | 09:56 am

It’s funny how you can forget there’s a world outside yourself, where the trees keep growing and the cars keep moving without you there and it’s funny how you can forget there’s a world outside yourself, where the one who loves you keeps on living without you there.

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Jul. 23rd, 2009 | 03:00 am

Illuminate my heart, my darling!

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Ela II

Jul. 17th, 2009 | 11:27 pm

Até a noite súbita em que não conseguiu mais. E jogou copos de uísque na cara dele, ligou bêbada de madrugada durante dias, deixou recados terríveis na secretária eletrônica ameaçando suicídio, assassinato, processo, chamando-o de ladrão, “Quero porque quero minhas fitas de Astrud e Chet de volta, sua bicha broxa”, bem bruta e irracional repetindo o que seu analista, também exausto de tudo aquilo, dissera não especificamente sobre ele, mas sobre todos os homens do mundo.

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bien súr

Jul. 17th, 2009 | 11:17 pm

Pelo risco da imobilidade eterna, pelo perigo de eu mesmo permanecer para sempre aqui, igualmente imóvel, congelado em inúteis delicadezas enquanto tudo ou nada ou apenas qualquer coisa, mesmo insignificante, se agita e move e se perde em outro lugar, com certeza muitos não compreenderiam tanta ânsia tropical, bien súr.

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Ela

Jul. 17th, 2009 | 10:43 pm

Não, ela não era tola. Mas como quem não desiste de anjos, fadas, cegonhas com bebês, ilhas gregas e happy ends cinderelescos, ela queria acreditar.

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~

Jul. 17th, 2009 | 10:23 pm

Pareço uma dessas árvores que se transplantam,
que têm má saúde no país novo,
mas que morrem se voltam à terra natal.

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Os Paraísos artificiais

May. 5th, 2009 | 03:57 pm

Você está sentado numa cadeira. Você está sentado nesta cadeira já faz bastante tempo. Você fica sentado nesta cadeira durante muito tempo, diariamente. Você não conseguiria ficar parado em pé por tanto tempo;

Paulo Henriques Britto

all about my new/old life

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Nós que nos amávamos tanto

Apr. 13th, 2009 | 01:42 am

“Viver como gostamos custa pouco porque não se paga com algo que não existe, a felicidade!”

Ettore Scola

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Apr. 11th, 2009 | 11:52 am

Love is the king of the beasts and when it gets hungry it must kill to eat.


Bill Callahan

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Mar. 6th, 2009 | 11:31 am

Someone loves you exactly how you are: pretty days, ugly days, good moods, and bad moods. Someone, whether you have met them yet or not, loves you because you are YOU.

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Mar. 6th, 2009 | 10:43 am

I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms
I'll miss the comfort of my mother and the weight of the world
I'll miss my sister, miss my father, miss my dog and my home
Yeah I'll miss the boredom and the freedom and the time spent alone

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